Celular “Xing Ling”: Eu gostei

Esse é o meu aparelho. Funciona!

Todos falam muitas coisas sobre os celulares chineses. Alguns dizem que dão defeito, outros que não prestam, outros que não tem garantia, outros dizem que funcionam bem, que são resistentes e outros não falam. :-p A idéia deste post é contar a minha experiência como proprietário de um modelo chinês e quebrar um ou mais dos mitos que rondam esses aparelhos, tão amados e tão odiados ao mesmo tempo. Vamos lá:

Começarei pelo meu aparelho:

Marca: Desconhecida. Na tampa da bateria diz “NCKIA Eseries”
Modelo: W71 – réplica do NOKIA E71 – Esse modelo leva a fama de ser o “clone” mais parecido com o modelo original.
Plataforma: MTK – Processador de 624MHz com sistema operacional específico.
Armazenamento: 80MB (built in) para armazenamento de arquivos. Acompanha cartão de memória micro SD de 2GB (expansível até 16GB).

Não irei descrever as funções ou softwares inclusos. Como esses aparelhos costumam ter uma infinidade de recursos, o post ficaria gigantesco.

Quando ao funcionamento do aparelho, não tenho do que reclamar, apenas torço um pouco o nariz por conta da configuração complexa e nem um pouco intuitiva da conexão GPRS/WAP, do serviço de MMS e da ausência de manual. Consegui configurar tudo usando fóruns na internet, também consegui da mesma forma um manual para esse modelo, porém é um manual genérico, em inglês e inconsistente ao tratar de alguns menus.

A navegação pela internet via WIFI funciona muito bem e com qualquer tipo de autenticação (WEP, WPA, WPA2 ou WPA2-PSK). O carregamento do browser (vem com o Opera Mini 4.2 em diversos idiomas) ocorre em tempo satisfatório e a navegação é tão rápida quanto a conexão disponível. Já a navegação via GPRS é sofrível, mas não culpo o aparelho, já que GPRS é uma tecnologia antiga e a lentidão é uma característica dela.

O suporte a java é muito bom. Difícil é encontras aplicativos populares compatíveis com ele, como o google maps e o skype. Embora ela já venha com o google maps, tentei instalar a versão mais nova, mas não obtive sucesso pois o google informa que a aplicação não é compatível com o aparelho. Com o Skype ocorre exatamente a mesma coisa, porém encontrei em um blog uma versão alternativa que funcionou corretamente. Na verdade é a mesma versão do site oficial, seu mantenedor apenas baixou o aplicativo e o publicou em seu próprio blog.

Seus players de áudio, arquivos de vídeo e vídeos do youtube também funcionam muito bem, exceto pelo fone de ouvido de baixa qualidade que acaba reduzindo a qualidade do som. A imagem, desde que o vídeo tenha sido editado para a resolução correta, também é muito boa. Existem inclusive blogs especializados em publicar arquivos em 3gp (formato de vídeo suportado) com filmes famosos.

Não vou me estender muito, mas apenas afirmo que estou com o aparelho a quase um ano e não tive problema algum, funciona perfeitamente. Porém, relato que não foi fácil encontrar um com funcionamento perfeito. Relato minha experiência:

Comprei um Fly Yang F026, réplica do BlackBarry 9600. Tudo nele funcionava perfeitamente, exceto a conexão com o computador. O celular reconhecia que havia sido conectado a um computador, mas o computador não reconhecia a conexão do celular. Fui até a loja trocar e me ofereceram um aparelho idêntico e que conectava normalmente no computador, porém nenhum dos botões laterais funcionavam.

Como não havia mais nenhum outro na loja, me entregaram um modelo horrível e milhões de vezes inferior apenas para que eu não ficasse sem aparelho, enquanto aguardava a chegada de nova remessa. Voltei na loja na data combinada e o aparelho ainda não havia chego. Ofereceram-me então o modelo descrito no início deste post e, como era o mesmo preço e possuía os mesmos recursos, aceitei. Saí da loja, entrei em um bar para comer alguma coisa e aproveitei para abrir a embalagem e ligar meu novo aparelho. Ao fazer isso, a decepção: Havia uma linha de “dead pixels” na tela. Aproveitei que estava perto da loja e voltei lá para reclamar. O chinês dono da loja quase caiu duro quando me viu lá de novo.

Após testar TODAS as funções do aparelho na presença do tal chinês, fui embora feliz com meu novo aparelho, desta vez 100% funcional, após quase uma semana de idas e vindas…

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TI na Intimidade

A parte que se chuta

Quem não trabalha com TI muitas vezes vê essa profissão como algo fora do comum, meio esotérico, algo que necessite de profundos conhecimentos na utilização de bolas de cristal e artes adivinhatórias. Bobagem.

Quando tive meu primeiro contato com computadores, tinha esse mesmo pensamento a respeito dessa área, logo depois aflorou a curiosidade de saber como funciona essa parafernalha confusa, cheia de cabos, conectores e funcionalidades, fazendo com que eu me aventurasse pelos primitivos sites de busca da época na tentativa de aumentar meu conhecimento.

A grande causadora dessa estranheza que as pessoas tem com essa área, algo que às vezes beira a repulsa, é a preguiça. Isso mesmo, a preguiça, conhecida pelos católicos como o quarto pecado capital, aquilo que matou de fome a cigarra e que faz a formiga quase morrer por causa do segundo pecado capital, a inveja.

A preguiça impede que a pessoa abra sua mente para informações e ações simples, como ler uma mensagem de erro na tela, saber que existe mais de um sistema operacional que o MS Word não é o único editor de texto wysiwyg da face da Terra. Não sabe o que é wysiwyg? Então deixe de ser preguiçoso e procure por esse termo no seu buscador on-line preferido.

A pessoa usa o computador todos os dias no trabalho, usa em casa, edita textos, planilhas, fotos, apresentações, navega na internet, envia e recebe e-mails, edita fotos, tem blog, micro blog, mensageiro instantâneo, participa de mais de um site de relacionamento, mas quando liga para o técnico diz: “O que dizia a mensagem de erro que apareceu?! Sei lá, só dei ok…”

Um policial conhece sua arma, um mecânico conhece suas ferramentas, um bombeiro domina equipamentos de combate ao fogo e um internauta tem que conhecer sua ferramenta de trabalho, se cabe o termo.

Seja íntimo do seu computador, conheça-o por dentro, conheça-o por fora, saiba quais peças o compõe, mesmo que só de nome, saiba “pra que serve o que”. Não se deixe enganar por falsos técnicos nem compre gato por lebre. Quando o assunto é TI, a preguiça profana o seu bolso…

Inclusão digital vem de berço

Eles começam cedo, é bom começarmos também

Eles começam cedo, é bom começarmos também

Muito se comenta a respeito da inclusão digital, como fazer com que mais e mais pessoas tenham acesso a computadores e a todos os benefícios da internet. Muitos projetos já foram criados para que as pessoas, e especialmente nossas crianças, tenham acesso a computadores e à internet, mas será que isso está sendo feito da maneira correta? Será que os recursos computacionais estão sendo explorados de forma que as pessoas possam tirar o maior proveito possível deles?

Durante um tempo eu prestei serviços para a prefeitura do cidade de São Paulo e nesse período observei a grande quantidade de computadores instalados nas escolas municipais. Em algumas eram instalados mais de 40 máquinas para as crianças utilizarem em aula, todos eles com programas educativos instalados e até uma máquina virtual com linux, para que as crianças tivessem acesso ao software livre. Todos esses softwares tinham uma utilidade específica, eram desenvolvidos por pedagogos e especialistas em educação infantil, porém transformavam os computadores da escola em um complemento para as outras matérias, e não em uma nova matéria.

Haviam softwares para ajudar as crianças a aprender matemática, história, geografia, português, etc, mas a única coisa relativa a informática propriamente dita era a máquina virtual com linux. Será que é somente isso que a informática tem a oferecer para as nossas crianças e seu futuro? Eu particularmente acho que não. Tenho um filho de 4 anos e todos os dias me surpreendo com os saltos que seu desenvolvimento intelectual dá. Crianças em idade escolar tem muito potencial, às vezes menosprezado ou mal mensurado. Se elas tem capacidade para absorver informações sobre um sistema operacional que muito provavelmente não é o mesmo usado por eles em casa, isso se tiverem computador em casa, e que não é o atual padrão de mercado, com certeza elas tem potencial para aprender muito mais sobre computadores do que apenas isso.

Hoje em dia a visita a uma biblioteca só é feita em última necessidade ou para buscar por um assunto muitíssimo específico, já que a maioria dos assuntos tem um ótimo conteúdo na internet. Por que então não ensinar as crianças a utilizar da melhor forma possível as várias ferramentas de busca de conteúdo na internet para que elas possam fazer seus trabalhos escolares? Se elas não tiverem computadores em casa, podem usar os da escola para dar continuidade a essa “disciplina”. Ao invés de trocar os computadores obsoletos por novos, por que não atualizar os velhos? Um upgrade sai mais barato, já que se economiza em gabinetes, fontes monitores, teclados e mouses, e ainda pode ser usado para ensinar as crianças a montar um computador, o que não é uma tarefa tão difícil de se fazer hoje em dia. Os conectores “vitais” não se encaixam se não estiverem em sua posição correta, para os demais, basta usar o manual. O professor lê o manual e “mastiga” seu conteúdo para as crianças poderem compreende-lo e o seguirem. Ganhamos mais uma disciplina.

Ensiná-los a instalar e remover programas, identificar problemas, explorar as principais funções de editores de texto, planilhas, etc. Acabaria por transformar o ensino fundamental em algo que poderia ser classificado como “semi-profissionalizante”, por que não? Os recursos estão aí, os computadores e as crianças também estão, e o que fazer com tudo isso? Atrelar o novo ao velho? Desperdiçar todos os recursos que a informática veio nos trazer usando-na para aprimorar um modelo velho e ultrapassado de ensino? Ainda colhemos os frutos da decadência educacional vivida em nosso País, tão acentuada nas décadas de oitenta e noventa, e não podemos perder a oportunidade de melhorar o ensino passado aos nosso filhos, de fazer diferente dessa vez.

Espalhe essa idéia, os futuros cidadãos digitais estão nas nossas casas neste exato instante, esperando que nós demos a eles as oportunidades necessárias. Corram, ainda há tempo.

Estilo, segurança ou praticidade?

Atualmente não há muito o que escolher. Para o consumidor, seja ele corporativo ou residencial, existem poucas opções de sistemas operacionais: Linux, Mac OS ou Windows. Admito, existem outras opções, como os BSDs (FreeBSD, OpenBSD, NetBSD e seus derivados), OS2, Unix, etc, mas na prática apenas as três principais plataformas citadas acima fazem a diferença.

Cada uma delas tem suas vantagens e suas desvantagens, cada uma das opções atendem a um certo tipo de demanda e cada uma tem seu custo, cabe ao usuário decidir qual será o escolhido. Vamos a uma breve análise de cada uma das três principais opções:

LINUX: O sistema operacional “da moda”, sendo popularizado pelo programa “Computador para Todos”. Ele é leve, livre de vírus, possui diversas interfaces gráficas que o usuário pode escolher, é realmente multi-usuário, é o preferido pelos programadores, é o sistema base mais usado para o servidor web mais usado no mundo (Apache) e é famoso por sua aplicação abundante em servidores de missão crítica. Custo: zero. Fabricante: Desenvolvido voluntariamente por um grande número de voluntários ao redor do mundo.

WINDOWS: O mais famoso e popular sistema operacional do mundo. Grande parte dos computadores vendidos no mundo já vem com ele instalado por padrão. Extremamente visado pelos criadores de vírus, spywares, trojans e demais “malwares”, sendo obrigatória a instalação de um bom anti-vírus. Multi-usuário real? Só na versão “server” (Terminal service) e pagando caro por isso, caso contrário você pode ter vários usuários logados ao mesmo tempo, mas apenas um deles por vez poderá usa-lo. Para não dizer que não há vantagens nele, cito que ele possui a maior lista de softwares compatíveis para as mais diversas aplicações e é considerado por muitos um dos sistemas mais fáceis de usar, embora eu discorde.

MAC OS: O sistema operacional preferido pelos dsigners, é famoso por sua interface gráfica elegante, por sua “dock bar” e por ser livre de vírus. Aplicações como o Adobe Photoshop se integram com sua interface gráfica, otimizando o espaço e tornando seu uso mais confortável. A instalação de programas, na maioria dos casos, se dá pelo arrastar do arquivo de instalação para o hd e arrastar seu ícone para o dock. Desvantagens: sua licença proíbe sua instalação em computadores que não sejam da Macintosh. Para aqueles que quiserem descumprir essa regra, fica o aviso: Não é uma tarefa fácil. Computadores Macintosh sõ mais bonitos e tem um melhor acabamento que os computadores convencionais, porém são bem mais caros, paga-se o preço do hardware + o preço do software.

Mas então chegamos a pergunta: qual escolher? A resposta dependerá do uso que você fará do sistema e de quanto está disposto a pagar. Se o seu principal uso será a edição de textos e planílhas, navegação pela internet e edição não profissional de imagens, um computador básico com Linux é a opção mais barata e atenderá suas necessidades sem fazer você passar nervoso. Um computador básico com Windows também é uma opção, embora um pouco mais cara e mais limitada, já que o Linux já vem com uma porção de softwares inclusos no pacote, como pacotes de escritório, editores de imagens e etc. Já o Windows não vem com softwares realmente úteis instalados, os softwares mais populares são caros e você pode ter o azar da versão do Windows que acompanha seu computador ser a versão “starter” do sistema, que só abre três aplicações por vez.

Algumas pessoas que se encaixam nesse perfil compram computadores básicos com Linux e por não se adaptarem com o sistema acabam por remove-lo e instalar uma versão pirata do Windows, o que na minha opinião é um grande erro. Não por que eu queira convencer o mundo que o Linux é o melhor sistema, nada disso, é apenas por que eu acredito que, se as pessoas querem economizar uma ou duas centenas de reais na compra de um sistema operacional, é melhor que elas aprendam a trabalhar no Linux do que cometrem o crime da pirataria. Sempre se gasta algo. Se não quer gastar dinheiro com o sistema operacional pago, gaste tempo aprendendo a mexer no graruito.

Para as estações de trabalho, ou seja, computadores usados em escritórios corporativos, pode-se tanto usar Linux quanto Windows, depende muito mais das aplicações que você irá rodar no sistema. Se não for necessário rodar algo que funcione exclusivamente no Windows, o Linux é uma boa opção também.

Para os profissionais que trabalham com edição do fotos, vídeos e som, Macintosh é imbatível, mas caso você queira algo um pouco mais barato, pode usar um PC mais parrudo com Windows mesmo, mas ainda fico como Macintosh. O valor mais elevado do conjunto hardware+software é compensado pela qualidade do hardware, pelo fato do software ser feito para o hardware, por não ter dores de cabeça com vírus e outras pragas e pelo sistema ser o mais completo para esse tipo de aplicação.

Bom, por hoje é só. Em breve pretendo colocar aqui uma análise individual de cada sistema, incluindo screenshots. Até mais!

Pense e exista!

Burocracia no departamento de T.I.? Para quê?

Todos sabem dos malefícios da burocracia: Ela torna os processos mais lentos, gera uma aglomeração de dados inúteis, papel gasto sem necessidade e pessoas insatisfeitas, ansiosas por algo que não ocorre devido a morosidade causada pela necessidade de cumprir com todos os passos criados pelo burocrata.

Se isso já é irritante e absolutamente descartável nas repartições públicas, que são quase um sinônimo de morosidade e burocracia, imagine o quanto é desagradável ter que lidar com isso no ambiente de trabalho? Papelada, assinada em um bilhão de vias, aglomerada aos montes sobre sua mesa, na mesa dos seus colegas, ocupando armários, gavetas e prateleiras… Às vezes nos dá a impressão que quando quisermos ir ao banheiro teremos que enviar ao nosso superior uma solicitação em três vias…

Digo isso por que já trabalhei em lugares assim. É terrível, chamávamos isso de “atrofiar o trabalho”.

Hoje qualquer empresa tem a sua disposição maneiras de automatizar grande parte dos seus processos, tornando-os menos burocráticos e fazendo o trabalho andar. Softwares de inventário eficientes, que catalogam todo o hardware da máquina, “impressoras” de PDF que economizam papel e não ocupam espaço físico, digitalização de documentos e o envio dos mesmos para um depósito… Isso só para falar dos mais usados, mas existem muitos outros recursos “anti-burocracia” que as empresas podem adotar, sem custo e com muitos benefícios.

Uma dica é consultar a SRS Tek! technological solutions, prestadora de serviços que possui soluções para eliminar a burocracia, dentre outras muitas soluções para o ambiente de T.I.

http://srstek.wordpress.com

http://www.twitter.com/srstek

srstek@gmail.com

Pense e exista!

Gerenciamento de chamados e service desk? OCOMON

Todo prestador de serviços em informática ou departamento de informática de uma empresa tem a necessidade de organizar seus chamados, cadastrar seus clientes, equipamentos, obter histórico dos equipamentos, etc. Grande parte das empresas que eu conheço opta por comprar um sistema que funciona no estilo “cliente servidor”, onde o “cliente” é instalado na máquina dos usuários.

Esses sistemas geralmente são pagos, caros e cada adaptação para o seu ambiente custa horrores, além de nos fornecer trabalho extra quando temos que atualizar o cliente nas estações dos usuários. Quem já conhece esse cenário sabe da importância desse tipo de ferramenta, mas adoraria ver o dinheiro gasto com ela sendo investido em outras coisas, e poupar o suor do seu rosto a cada atualização.

Para nossa sorte, existe o projeto OCOMON (http://ocomonphp.sourceforge.net). Leve no servidor, leve no cliente, que acessa sua interface via browser (recomenda-se o uso do Firefox, o software não é totalmente compatível com o Internet Explorer).

O software é escrito em PHP, tem fácil instalação e configuração. Tenho ele instalado em um servidor lamp (Linux, Apache, MySQL e PHP) e tem funcionado muito bem. Tem uma comunidade muito ativa, atualizações constantes, fórum muito funcional e uma lista de discussão com pessoas prontas a ajudar os novatos, inclusive o próprio Flávio Ribeiro, idealizador e administrador do projeto faz parte da lista. Para quem necessita de uma ferramenta prática, funcional, leve e não dispõe de dezenas de minhares de reais para investir, o OCOMON é a sua escolha.

E não pense você que o fato de ser um software livre e gratuito diminui a qualidade do resultado, muito pelo contrário, o software atende as necessidades de empresas de qualquer tamanho. Visite o site do projeto, veja a lista de empresas que usam o software e você verá que algumas delas estão longe de serem pequenas. Fica a dica.

Pense e exista!

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HD no freezer funciona, mas eu não arrisco.

Um dos grandes martírios enfrentados pelos técnicos em informática são os paus em HDs. Dados importantes que deveriam possuir cópias de segurança são armazenados em um disco rígido qualquer, sem backup, contando com a sorte para que sejam preservados eternamente, o que nunca acontece.

Desligamentos utilizando o procedimento “dedoff”, picos de energia, quedas e outras situações indesejadas podem danificar o disco rígido e obrigar seu proprietário a pagar um alto preço caso queira recuperar os dados nele contidos.

Mesmo o método mais aconselhável (e barato) de manter seus dados em segurança seja manter backups atualizados, nem todo mundo adota esse procedimento. Para a sorte destes existem algumas opções para a recuperação de dados que não fazem milagres, mas ajudam a recuperar os dados de um hd danificado, caso o dano não seja tão grave assim. Imagine a situação: sua máquina estava funcionando normalmente. Do nada ela travou e te obrigou a reiniciar, ao fazê-lo, goodbye HD, nem a bios o reconhece. Essa situação é mais comum do que imagina, ainda mais em hardware legado, funcionando aos montes por aí.

Nesse caso, o dano pode ser mecânico ou eletrônico. Caso o problema esteja na placa lógica, troque-a por uma retirada de um HD de mesma marca e modelo. É sempre bom guardar algumas placas lógicas de HD que vão para o lixo por outros motivos que não problemas na placa lógica.

Caso o problema seja mecânico, geralmente detectado por ser possível ouvir o HD estralando, existe um método curioso, porém eficiente de fazê-lo voltar a funcionar por tempo suficiente para que o backup seja feito. Retire o HD da máquina e deixe-o por cerca de 25 min. num freezer. Veja bem: EU DISSE FREEZER, NÃO CONGELADOR! Congelador gera muita umidade e pode danificar o circuito. No freezer, apesar da umidade ainda existir, ela bem é menor. Passado o tempo, conecte o HD na máquina e tente fazê-lo funcionar. Se não der certo, chore. Lembrando que o método do freezer fará o HD voltar a funcionar por pouco tempo, portanto caso o HD ressucite, corra para fazer o backup, pois o HD vai parar de funcionar após pouco tempo.

No caso de danos lógicos, tais como exclusão acidental ou não de uma partição, de um arquivo ou algo do tipo, é mais fácil de se recuperar. Não farei propaganda de nenhum, mas existem vários softwares, alguns até gratuitos, que recuparam arquivos deletados, arquivos contidos em partições que deixaram de existir ou em HDs formatados. Para os descrentes, eu explico como isso é possível.

“Formatar” um HD é o termo errado para aquilo que realmente é feito nele hoje em dia. Formatar era na época em que, ao comprar um HD o mesmo era acompanhado de um disquete com um software fornecido pelo fabricante. Esse software alterava o modo de funcionamento do HD, de forma que pudesse ser utilizado pela máquina.

Desde a época do 486 (talvez até antes, não me lembro) os HDs já vem formatados de fábrica. O que chamamos erroneamente hoje de formatar é, na verdade, a instalação de um sistema de arquivos. Com isso você não altera em nada o funcionamento do HD, ele pode ser utilizado normalmente em qualquer computador e em qualquer sistema operacional. Um HD “formatado” em NTFS (sistema de arquivos padrão do sistema operacional Windows) é normalmente acessado no Linux e no Macintosh. Isso não significa, necessariamente, que seus dados serão acessados em qualquer sistema operacional. O Linux e o Macintosh acessam dados contidos numa partição NTFS pois suportam esse sistema de arquivos. Se um sistema operacional não fornece suporte a um sistema de arquivos, o mesmo não poderá ser utilizado nele. É o que ocorre ao instalar o sistema de arquivos RaiserFS numa partição de um HD e tentar acessar os dados contidos nela em uma máquina com windows. A bios reconhecerá o HD, o Windows reconhecerá o HD, mas dirá que precisa formatar o HD.

Voltando um pouco ao tema original de recuparação de dados:
Quando se particiona um HD você cria uma tabela com informações do tipo: De tal bloco até tal bloco será a partição 1, do blocal tal ao tal, será a partição 2, e assim por diante até o fim das partições. Quando você instala um sistema de arquivos numa partição, é criada uma tabela chamada “tabela de inodes” onde é registrado um link entre o nome do arquivo e seu endereço físico no disco. Quando você apaga um arquivo, ele não é apagado do disco, e sim o seu link na tabela de inodes é removido. O Mesmo vale para a exclusão de uma partição, ou seja, a partição ainda está lá e seus dados também, mas o sistema operacional não tem mais como localiza-la, ou os arquivos nela contidos, pois sua referência, o link na tabela de partições, não existe mais. Os softwares de recuparação ignoram a tabela de partições e a tabela de inodes e vão buscar pelos arquivos diretamente no disco, o que funciona muito bem, embora demore muito mais (e bota muito nisso) já que eles não podem contar com uma tabela de referência. É como se você chegasse a uma cidade pela primeira vez e tivesse que localizar uma casa, sem saber seu endereço e sem ter como perguntar a alguém. Tudo o que você sabe é, estando você numa rua, como começa uma casa e como uma casa termina, em outras palavras você terá que vasculhar todas as ruas da cidade, uma a uma, até encontrar a casa que você quer. Quanto maior a cidade maior o tempo que gastará, quanto mais casas, idem. Se você tiver um HD de 1GB com 5 arquivos o processo será muito mais rápido do que o mesmo processo num hd de 1GB com 1000 arquivos. Imaginem o quanto demorará em um HD de 1TB abarrotado de arquivos… Sugestão? TENHAM BACKUP!

Pense e exista!

Falta de criatividade

Você já desejou tanto fazer uma coisa, a qual você é perfeitamente capaz de fazer, porém a criatividade resolveu não comparecer quando deveria? Pois é, estou tentando escrever um texto para uma apresentação de stand up comedy, mas acabei parado no meio do caminho e sem idéias. Sempre fui um cara brincalhão, daqueles com várias tiradas durante o dia e com a mente aguçada para o besteirol, mas quando eu realmente preciso desse “feeling”, não posso contar com ele.

É frustrante passar vários minutos olhando para a interface do editor de texto do OpenOffice, as mãos coçando sobre o teclado, o pouco que já está escrito é bom, tem potencial, mas o restante das idéias não aparecem… E de tanto reler o texto previamente escrito na frustrante espectativa de encontrar ali sua inspiração, até aquele pedaço de texto tão promissor agora parece batido, sem criatividade, pobre.

Preciso de uma fonte de inspiração para que as idéias fluam. Algo que me faça rir e que eu possa me sentir inspirado a fazer ou outros rirem também. Algo bobo, engraçado ou até digno de pena, algo para o qual as pessoas olhem e queiram rir, é disso que preciso para me inspirar… Acho que já sei, tive a grande idéia, algo digno de pena e que me fará rir! Vou instalar o Windows Se7ven na minha máquina.

Pense e exista!

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